domingo, 26 de agosto de 2012

A DANÇA


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Temos todo um paraíso nos esperando onde a luz ilumina a realidade última das coisas. E essa, como legítimo espelho de Deus, devolve à natureza toda inocência de um  amor que constrói, alimenta e se sacrifica por tudo que há de belo, puro e inefável. Assim o amor, neste paraíso a ser conquistado por nós, é um verdadeiro arquiteto, pois engendra a essência das coisas visíveis e invisíveis como sua mais nobre criação. É um processo imanente que pouco se visualiza e muito menos se sente.
Na harmonia da dança sentimos no âmago um dos filhos legítimos do amor. Quem será? Na dança as pessoas o celebram nos sorrisos, nos olhos e a cada passo. É a alegria que se materializa no ato de dançar, não como um fato isolado pelo tempo, mas como uma gigantesca força de coesão que une os diversos gostos, desejos, vontades, em um único momento especial, onde o amor, sentinela do presente, vigia a todos que dançam.
O mais impressionante é que a música faz-nos sentir dentro de nós mesmos a cada instante, e mais perto de um paraíso a ser conquistado tanto pela amizade como pela alegria de se estar de braços dados.


Por Ronaldo Souza Leão - Reflexão após a dança "Dança do Sol" de B. Wosien, realizada na Fundação de Ensino Superior de São João Del rei, MG.